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04 de Janeiro de 2017

Chuvas beneficiam culturas em diferentes regiões

ESTADO Chuvas beneficiam culturas em diferentes regiões As lavouras de soja no Rio Grande do Sul estão em desenvolvimento vegetativo e em início de floração das cultivares superprecoces semeadas em outubro. Apesar das recentes chuvas irregulares, o stand é bom, e a cultura necessita de monitoramento diário para amostragem de pragas e doenças. De acordo com o Inform ativ o Conjuntural da Em ater-RS, em Ijuí, algumas lavouras de soja apresentam folhas enrugadas, preocupando os produtores, pois amda não foram identificadas as prováveis causas. Já a produção de milho no Estado apresenta diferentes estágios de desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, com bom padrão geral. No Planalto Médio, as estimativas apontam para um rendimento entre oito e nove toneladas por hectare (t/ha). Já no Noroeste, as folhas retorcidas nas espigas em fonnação, com perspectivas de redução do tamanho e peso do grão, preocupam os produtores. Essas lavouras que apresentavam smtomas de murchamento foram imediatamente colhidas para silagem e apresentaram boa produção de massa. Nas áreas onde o milho destina-se preferencialmente para alimentação dos animais, intensificam-se os trabalhos com o corte de milho para silagem; na maioria das áreas, há uma excelente produtividade de massa verde. Algumas lavouras estão colhendo mais de 50 V ha, e a média fica por volta dos 43 t/ha. Já os milhos cultivados com tecnologia de pivôs se encaminham para a colheita, que deverá se iniciar entre meados e fim de janeiro. Em áreas com problemas de umidade e cultivo de sequeiro, há possibilidade de algumas lavouras aderirem ao Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), pois houve EMATER-RS/DIVULGAÇÃO/CIDADES falta de chuvas no período crítico de enchimento de grão, como na região do Alto da Serra do Botucaraí. Também beneficiadas pelas chuvas, as primeiras lavouras de feijão Ia safra colhidas apresentam boa produtividade, dentro do esperado, apesar de o clima em detennmadas épocas não ter sido plenamente favorável, com ocorrência de frio na fase vegetativa e escassez de chuvas nas fases de floração e enchimento de grãos. Mesmo assnn, os resultados têm deixado os agricultores satisfeitos. Agricultores de várias regiões já implantam o feijão safrinha ou 2a safra. Na fruticultura está em andamento a colheita de uva, melão e melancia, com excelente produção. A safra do pêssego apresentou ótimaprodutividade, estando praticam ente encerrada. Há expectativa de excelente produtividade de uva. melão e melancia, com ótima sanidade. Na Serra, os pomares de ameixa estão com boa sanidade, vigor e carga de frutos; estes, com bom calibre e sabor e ótnna coloração. A variedade Fortune, localmente também conhecida por Italianinha, está em plena colheita. Outra cultivar de grande importância na região serrana é a Letícia, em plena maturação dos frutos; em locais um pouco mais quentes, micia-se a colheita. Na região Centro SuL por sua vez, 97,2% da produção de batata-doce foi colhida e comercializada, intensificando-se os trabalhos de preparo do solo e de plantio da safra 2016-2017, atingindo, até o momento, 70% da área total de cultivo. As lavouras estão produzindo em média 14 t/ha, com produto de média qualidade, pois a qualidade reduz à medida que o final da safra se aproxima. Bovinocultura, ovinocultura e piscicultura Em relação à bovinocultura de leite, no geral, as condições de produção de forragem para o rebanho leiteiro são ótimas; há boa oferta de alimentos e foi miciado o pastoreio nas pastagens de milheto e capim-sudão, que apresentam muito boa condição de oferta de forragem. Em áreas de pastagens perenes de tifton e jiggs, as condições também são favoráveis. As poucas restrições de umidade e as horas de luz diárias elevadas favorecem o rápido crescimento e rebrote das forrageiras. O período é de elevada produção de leite, ocasionando redução em tomo de 15% a 20% no preço pago pelo leite ao produtor; mesmo com bonificações de qualidade e quantidade. Com o calor extremo verificado na semana, houve redução de produção em função do estresse térmico e alta umidade do ar, o que reduz o consumo de alnnentos, pois, para se protegerem do calor, os animais ficam concentrados nos locais onde amda há sombra. Nestes dias quentes, a estratégia no manejo dos animais é aproveitar ao máximo o pastejo noturno e no início da manhã. Já para os ovinos, estima-se que mais de 90% dos rebanhos estejam esquilados e com bom escore corporal. Apesar de os animais estarem com boas condições sanitárias, o aumento da umidade pode acarretar maior incidência de parasitas; assim, os produtores realizam manejos estratégicos para o controle da vermmose ovma, com dosificações de acordo com a necessidade ou conforme a condição corporal do rebanho. Banhos samicida e piolhicida devem ser feitos neste mês, e a não comprovação acarretará em dificuldades junto à Inspetona Veterinária e Zootécmca (I'VZ) na emissão de Guia de Trânsito Animal (GTA). Quanto à piscicultura, no fim de 2016, a maioria das criações comerciais estava com os açudes povoados e já com alnnentação regular. Os níveis dos açudes amda estão bons. Em decorrência das oscilações das temperaturas, o desenvolvimento dos peixes está um pouco aquém do esperado para a época. No entanto, com as precipitações reduzidas, previstas para fevereiro, alguns produtores estão controlando para não alimentar os animais em excesso, já que não haverá recurso hídrico para a renovação da água dos viveiros. Os produtores estão mais conscientes quanto a evitar a superlotação dos viveiros e a consequente mortandade em períodos como o que está por vir. Mesmo assim, é um período em que ocorre o repovoam ento, e as recomendações de calagem e adubação dos mesmos são constantes nesta época do ano.

 

 

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